Principais tópicos deste artigo:
- Fiscalização conjunta no Mercado Municipal Arlindo Pilindor para resgate de fauna.
- Encaminhamento de animal silvestre ao Parque Zoobotânico Cultural do 8º BIS.
- Orientações sobre a Lei Federal nº 9.605/1998 e crimes ambientais.
- Papel da população na preservação da biodiversidade amazônica.
Compromisso com a preservação da fauna silvestre em Tabatinga
A preservação da fauna silvestre representa um compromisso fundamental com a vida, o equilíbrio do meio ambiente e o futuro da região amazônica. No dia 9 de outubro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAT) de Tabatinga realizou uma importante operação de fiscalização no Mercado Municipal Arlindo Pilindor. A ação foi motivada por denúncias recebidas sobre a manutenção irregular de uma serpente silvestre no estabelecimento.
Para garantir a segurança e o manejo adequado do animal, a operação contou com o suporte estratégico da Guarda Civil Municipal (GCM) e do 43º Grupamento de Bombeiros Militar. Após a constatação dos fatos, o espécime foi devidamente encaminhado ao Parque Zoobotânico Cultural do 8º BIS, contando com a autorização oficial do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva (CFSOL/8º BIS).
Aspectos legais e a Lei de Crimes Ambientais
É fundamental que a sociedade esteja ciente das implicações jurídicas envolvendo a fauna brasileira. De acordo com o artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/1998, condutas como capturar, comercializar ou manter animais silvestres em cativeiro sem a devida autorização do órgão ambiental competente configuram crime ambiental.
A manutenção de animais silvestres sem autorização legal prejudica a biodiversidade e sujeita os responsáveis às penalidades previstas na legislação vigente.
Orientações à população e colaboração comunitária
A administração municipal reforça que a população desempenha um papel indispensável na proteção ambiental. Ao avistar um animal silvestre em áreas urbanas ou em situações de risco, a recomendação oficial é não tentar capturá-lo ou manuseá-lo diretamente, visando a segurança tanto do cidadão quanto do animal.
Em casos de identificação de animais em locais inadequados ou situações de maus-tratos, os órgãos ambientais responsáveis devem ser acionados imediatamente. A colaboração mútua entre o poder público e os cidadãos é a forma mais eficaz de assegurar a proteção da nossa biodiversidade.
Reconhecimento e parcerias institucionais
O sucesso desta ação foi possível graças ao esforço conjunto entre diferentes esferas de atuação. A gestão municipal manifesta seu reconhecimento ao Corpo de Bombeiros Militar e ao Parque Zoobotânico do 8º BIS pela parceria técnica e compromisso demonstrado com a proteção da fauna amazônica.
A mensagem central desta iniciativa é clara: animal silvestre não é animal de estimação. Respeitar o habitat natural dessas espécies é uma ação direta de preservação da natureza e de proteção à vida.







